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FILOSOFIA

O projeto familiar nasce para recuperar o sistema agrícola tradicional. Sistema em que o Homem vivia da Natureza e com a Natureza, numa agricultura de subsistência, pobre de recursos mas perfeitamente integrada na paisagem e no equilíbrio do ecossistema.

O projeto nasce também com a crença que esta vontade de retorno e respeito ecológico pelas origens, se possa multiplicar indefinidamente por todo o planeta, atenuando a pressão da espécie humana sobre os ecossistemas. Só compreendendo e protegendo a Natureza poderemos ser inteligentes.


UMA VITICULTURA LIVRE DE QUÍMICOS E UM POUCO SONHADORA

É uma viticultura livre de químicos, integrada num projeto familiar de recuperação do sistema agrícola tradicional.

Decidimos não arrancar um único pé de vinha centenária e recuperá-la com mergulhias e retanchas integralmente iguais ao material existente.

Assim, recorremos à plantação do antigo porta enxerto Rupestris du Lot, mais tarde enxertado com a vara da videira antiga de modo a conseguirmos uma videira nova igual à existente. É caro, um tanto temerário e arriscado, mas só assim teremos a recuperação integral da vinha que faz os vinhos de que tanto gostamos.

Continuamos com muitas castas, todas misturadas, ainda qua haja talhões onde as tintas dominam e outros que são terreno de brancas. Variety is the spice of life.


BIODINÂMICA

Além de não usarmos químicos somos mais ambiciosos e queremos uma viticultura biodinâmica que fortaleça o nosso solo e as nossas plantas. Este modo de agricultura, criada em 1924 por Rudolf Steiner, une as forças cósmicas às terrenas, e nela o homem é o chefe da imensa orquestra da natureza. Ele deverá conhecer todos os habitantes vegetais e não vegetais da sua Quinta e perceber como eles podem intensificar a vida local.

Compreendendo a nossa quinta, seguindo o calendário lunar de Maria Thun e aplicando preparados biodinâmicos em doses homeopáticas, acreditamos que teremos vinhos ainda mais genuínos e intensos.


...AS RAZÕES
VINHA VELHA CONSOCIADA, COM CASTAS MISTURADAS. PORQUÊ?
AGRICULTURA BIOLÓGICA / BIODINÂMICA. PORQUÊ?
VINIFICAÇÃO MINIMALISTA. PORQUÊ?



Historicamente, o Reguengo (povoação vizinha de Portalegre) é um polo importante do cultivo da vinha no Sul do país. Portalegre tinha sete conventos. E o clero, as liturgias e o povo necessitavam de vinho. E o clero, as liturgias e o povo necessitavam de vinho.

A tradição vitícola manteve-se ao longo dos séculos. Na década de 60 passada existiam centenas de pequenas adegas na região. Todas elas produziam vinho em talhas de barro destinado à venda e ao consumo próprio ou vizinho. A maioria das talhas existentes datam do século XIX.

Eram típicas as pequenas romarias que se faziam de bicicleta à Serra (de São Mamede) para provar o vinho novo de um sem número de produtores. Atualmente uma área significativa da vinha existente é vinha velha. Muita dela plantada no início de 1900. Vinhas em taça, não aramadas, com condução arcaica, “rastejante” e pouco cuidada.

Curiosamente as vinhas antigas eram instaladas com a ajuda de um triângulo retângulo (metade de um quadrado) de canas. Os porta enxertos (à época Rupestris du Lot, Aramon ou Corriola) eram plantados sucessivamente, à força de enxada, nos vértices do triângulo (vala com metro de lado e de profundidade). Um ou dois anos mais tarde a videira era enxertada. A lavoura era feita com tração animal e o amanho da vinha à força de enxada. No Reguengo, freguesia com muita vinha, os habitantes eram conhecidos por “Cavadores”.

 

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