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História

O concelho de Gavião tem uma longa história ligada à produção de vinho. De facto existem provas físicas do tempo da romanização em que variadissimos artefactos aí encontrados (sobretudo na zona de Belver) indiciam que já nessa altura se produzia ai vinho.

Posteriormente durante o tempo do Priorado do Crato, aquando do foral de Gavião em 1519, um foro anual em Vinho era pago ao Grão-Prior - 25 almudes (420 Litros).

Consta que até à criação da Região demarcada do Douro, pelo Marquês de Pombal, muito do vinho produzido nas encostas do Tejo seguia para norte, sendo ai engarrafado e vendido como Vinho do Porto. Até há muito pouco tempo era comum encontrar quem no Concelho do Gavião produzisse um “Abafado” de boa qualidade.

No início do Sec. XIX muita vinha foi plantada segundo métodos, à época, mais modernos e novamente replantada aquando da invasão da filoxera.

Em 1817 é mandada plantar a vinha no Vale da Torre (Abertas/na Foto) pelo Juiz desembargador João Pequito de Andrade.

Foram plantados 9063 bacelos sendo a sua origem de outras vinhas da Casa e do Sardoal. A plantação ocupou 533 homens essencialmente do Concelho do Gavião que ganhavam 300 réis/dia e parte da Vinha foi plantada em socalcos sendo as calçadas feitas por homens do Fratel.

O seu filho, o Ministro e par do Reino António Pequito de Andrade, continuou a plantação de Vinhedos nas margens abrutas do Tejo, sendo também um activo replantador aquando da invasão da filoxera em 1865.

Sobrinha e herdeira deste último, Maria Adriana Pequito de Seixas de Andrade e a sua filha, Teresa Pequito Rebelo, possuíam anteriormente a 1926 variadas vinhas constantes na matriz rústica da freguesia do Gavião.

Estas vinhas durariam no mesmo sistema de produção até a meados dos anos 60 do século passado onde começou o seu declínio. Vinhas velhas em socalcos, onde os trabalhos eram dificilmente mecanizáveis, foram sendo sistematicamente abandonadas, também fruto de um enorme êxodo populacional que ai começou.
Embora o Vinho do Gavião fosse produzido praticamente para venda a granel algumas raras excepções (Casa Rebelo) chegaram a engarrafar quantidades muito interessantes (30.000 L) tendo em conta a capacidade de produção destes antigos vinhedos.

No final dos anos 90 e início do novo milénio uma nova geração de agricultores decidiu recuperar algumas vinhas velhas cuja fama e características do “terroir” lhes davam algumas garantias de sucesso.

Embora a Casa – Agora em nome de Isabel Maria de Andrade Pequito Rebelo Vaz Raposo - tenha reduzido drasticamente o número de hectares - foram replantados nove hectares em 2003 nas Abertas (Vale da Torre) e dois hectares na Fonte dos Garfos já em 2009 - as novas plantas e métodos para além de garantirem maior qualidade também garantem maiores produções.

Assim desde 2005 a Fonte dos Garfos vem produzindo Vinho de Qualidade associando as particulares e excelentes características da localização das suas vinhas a novas técnicas e a uma escolha
criteriosa das castas, bem como parcerias para a vinificação altamente profissionalizadas.

Em 2010 foi aberta uma loja na Vila do Gavião ano em que se iniciou também a exportação.

 

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