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ROUPEIRO

É uma casta de extremos, de relações apaixonadas e de alguns ódios de estimação.

Sabe-se pouco sobre as suas origens, embora a enorme variabilidade genética que apresenta sugira ser uma casta antiga em terras lusas. Evidencia uma distribuição geográfica peculiar no território, alongando-se numa faixa estreita de Norte a Sul, sempre no interior, junto à raia espanhola. As sinonímias abundam, de acordo com a localização, incluindo nomes tão diversos como Síria, Alvadourão, Crato Branco, Malvasia Grossa, Códega, Alva e Dona Branca.

Mas é sob o cognome tradicional alentejano, Roupeiro, que a casta é melhor reconhecida, continuando a constar como a casta branca mais plantada no Alentejo.

Nos anos oitenta foi considerada como a casta branca mais representativa do Alentejo, a mais promissora e relevante para a região, recomendada para quase todas as sub-regiões. 

Por produzir muito, mas, também, pelos aromas primários entusiasmantes, pelas notas perfumadas e sedutoras de frutos citrinos, oferecendo, por regra, muita laranja e limão, sugestões de pêssego, melão, loureiro e flores silvestres. Infelizmente, e por isso alguns a contestam, perde demasiado depressa a exuberância aromática inicial, volvendo-se neutra e previsível após alguns meses em garrafa.

Também lhe apontam a penúria de capacidade de guarda, o que a converte numa variedade especialmente habilitada para vinhos de rotação rápida e ciclo curto.


        

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